Pular para o conteúdo

Como saber quanto sobra em um rolo de filamento

Pese o rolo inteiro e desconte a tara do carretel. O que resta é filamento, e dividir pelo que você pagou dá o custo por grama daquele rolo específico.

Revisado em

Como saber quanto sobra em um rolo de filamento?

Ponha o rolo na balança e subtraia o peso do carretel vazio. Um rolo que marca 640 g com carretel de 210 g tem 430 g de filamento. Sem descontar a tara, você acha que tem 640 g e a impressão para no meio, perdendo a peça e as horas de máquina junto.

A tara varia por fabricante e por material do carretel: papelão pesa perto de 130 g, plástico chega a 250 g. Anote a tara de cada marca que você usa, uma vez, e reaproveite.

Como descobrir a tara se o rolo já está começado?

Guarde um carretel vazio de cada marca e pese. É o método mais confiável, e custa nada. Enquanto não tiver, o site do fabricante costuma informar, e vale conferir quando o rolo acabar.

Por que isso muda o custo da peça?

Porque o custo por grama sai do que você pagou dividido pelo que o rolo realmente traz. Um rolo anunciado como 1 kg que entrega 980 g de filamento tem custo por grama 2% maior que o da etiqueta, e esse número entra em todas as peças feitas com ele.

Numa peça isolada, 2% é ruído. Em trezentas peças no mês, é dinheiro que sumiu sem aparecer em lugar nenhum.

Preciso pesar toda vez?

Não. O consumo de cada impressão já baixa do peso restante quando você registra a produção. A pesagem serve para conferir: quando o peso restante calculado e a balança discordam, a diferença é purga, falha não registrada ou erro de digitação, e é melhor descobrir isso antes de começar um lote grande.

Pese sempre que um rolo passar de mão, voltar de uma feira ou ficar meses guardado. São os três momentos em que o peso restante registrado e o real costumam se separar.

Como saber se o que sobrou dá para a próxima peça?

Compare o peso restante com os gramas da ficha, somando suporte e purga e deixando folga. Uma peça de 132 g não cabe num rolo com 140 g restantes: a purga da primeira camada e a margem de erro da balança comem a diferença.

Como regra prática, deixe 10% de folga sobre o consumo previsto. Impressão que para faltando 5 g perde a peça inteira e o tempo de máquina junto, e essa perda entra na sua taxa de falha.

O que fazer com as pontas de rolo?

Elas continuam valendo dinheiro, e o custo por grama delas é o mesmo do rolo inteiro. Guarde para peças pequenas, protótipos e testes de calibração, em vez de tratá-las como sobra sem valor.

Se a ponta virar peça vendida, ela entra na conta pelo mesmo custo por grama que você pagou, e o preço se calcula igual: quanto cobrar por uma impressão 3D não muda por a peça ter saído de um resto.

Filamento guardado perde qualidade?

Perde, e o prejuízo aparece como falha, não como perda de peso. PLA, PETG e sobretudo náilon absorvem umidade do ar, e o resultado é bolha, superfície áspera e camada que não cola. Como as falhas são rateadas nas peças boas, isso encarece tudo o que sai da mesa, e a conta está em como calcular o custo de uma peça. Cada material absorve de um jeito, e a ficha de cada um diz quanto ele pede de secagem e de câmara.

Isso importa para a conta porque a taxa de falha sobe sem que nada no processo tenha mudado. Um rolo mal guardado pode custar mais em peças perdidas do que custou para comprar.

Guarde em caixa fechada com sílica e anote a data da compra. Quando a taxa de falha subir sem motivo aparente, o rolo mais antigo é o primeiro suspeito.