Pular para o conteúdo

Quanto gasta de energia uma impressora 3D

Uma impressora 3D de mesa consome entre 70 e 280 W imprimindo, o que dá centavos por hora na tarifa do país. Veja a conta e o que muda o número.

Revisado em

Quanto gasta de energia uma impressora 3D?

Uma impressora de filamento de mesa consome, durante a impressão, entre 70 W e 280 W, com mediana em torno de 130 W. Na tarifa de referência do país, R$ 1,1168 por kWh, isso dá de 8 a 31 centavos por hora, com mediana de cerca de 15 centavos.

É a menor parcela do custo de uma peça, e é a que mais assusta quem nunca fez a conta. Numa impressão de oito horas numa máquina de mesa média, a energia fica abaixo de um real.

Errar a potência em 40% muda o custo da peça em cerca de 1%. Errar o custo da máquina por hora muda o mesmo custo em até um quarto. É por isso que vale mais tempo escolhendo a impressora certa na conta do que medindo watt.

Como calcular o custo de energia de uma impressão?

São três números: a potência média da máquina em watts, as horas de impressão e o preço do seu kWh. A conta é potência dividida por mil, vezes as horas, vezes a tarifa.

Oito horas numa máquina de 90 W, a R$ 1,1168 o kWh
Potência média90 W
Em quilowatts0,090 kW
Horas de impressão8 h
Consumo0,72 kWh
TarifaR$ 1,1168/kWh
Custo de energiaR$ 0,80

A mesma impressão numa máquina de mesa grande, que puxa 200 W, custa R$ 1,79. A diferença entre as duas ao longo de um mês de produção é real, mas continua pequena perto do filamento.

O catálogo de impressoras traz a potência das 209 máquinas com circulação no Brasil, e diz de cada uma se o número foi medido no próprio modelo ou estimado pela classe. São 20 com medição por modelo; nas outras a potência é estimativa, e a página avisa. Nenhum fabricante publica consumo médio de impressão, só potência máxima e de repouso.

O que faz a impressora gastar mais ou menos?

A mesa aquecida manda na conta. Ela é o componente que mais consome, e o consumo cresce com a área: uma mesa de 220 mm em regime puxa cerca de 120 W, uma de 350 mm passa de 200 W.

  • Temperatura da mesa. PETG e ABS pedem mesa mais quente que PLA, e isso aparece na conta.
  • Câmara aquecida. Máquina que aquece a câmara soma o próprio aquecedor ao consumo.
  • Temperatura ambiente. Oficina fria faz a mesa trabalhar mais para manter a temperatura.
  • Espera. A máquina ligada e ociosa continua consumindo, pouco, mas continua.

O pico do aquecimento inicial não é o consumo médio. A máquina puxa muito nos primeiros minutos e cai para o regime depois; usar o pico na conta infla o custo em várias vezes.

A tarifa do meu estado muda muito?

Muda. A tarifa residencial vai de R$ 0,88 por kWh na Paraíba a R$ 1,34 no Tocantins, uma diferença de 53% entre os extremos. A mesma máquina custa proporcionalmente mais por hora onde a energia é mais cara, e a tarifa de cada estado tem página própria com a conta feita.

O custo por estado tem a tarifa das 27 distribuidoras e o que ela acrescenta por hora nas impressoras mais comuns. Bandeira amarela ou vermelha sobe esse valor, e quem tem tarifa branca, geração própria ou mercado livre paga outro número.

O número certo é o da sua conta de luz. Divida o valor total pela quantidade de kWh consumidos e você terá a tarifa efetiva, com impostos e bandeira, que é a que entra na conta.

Vale a pena economizar energia na impressão 3D?

Como corte de custo, quase nunca: a energia é uma fatia pequena do preço da peça, e apertá-la rende centavos. Como higiene de conta, sempre: ignorar a parcela é o primeiro passo para ignorar as outras.

O ganho de verdade está em não desperdiçar impressão. Uma peça perdida joga fora material, horas de máquina e energia de uma vez, e é por isso que a taxa de falha pesa muito mais que o consumo elétrico.