Quanto cobrar por uma impressão 3D
O preço parte do custo calculado da peça, não do que o concorrente cobra. Sobre o custo entra a sua margem, e depois as taxas do canal de venda, nessa ordem.
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Quanto cobrar por uma impressão 3D?
Comece pelo custo calculado da peça e aplique a margem que você precisa. A peça de exemplo custa R$ 17,95 e, com margem de 45%, sai a R$ 32,90. Copiar o preço do concorrente é copiar a estrutura de custo dele, que você não conhece.
| Custo da peça | R$ 17,95 |
|---|---|
| Margem de 45% sobre o preço | R$ 14,95 |
| Preço de venda | R$ 32,90 |
Margem sobre o preço e acréscimo sobre o custo dão números diferentes. Somar 45% ao custo dá R$ 26,03, que é uma margem real de 31%, não de 45%. Escolha um dos dois e saiba qual está usando.
Como entram as taxas do marketplace?
Depois da margem, nunca antes. Se o canal cobra 16% de comissão mais R$ 5,00 fixos, o preço precisa subir o suficiente para que sobre o que você calculou: não basta somar 16% ao valor final. A calculadora já aplica as faixas de comissão do Mercado Livre, da Shopee e do TikTok Shop.
A conta é dividir: o preço final é o valor que você quer receber somado à taxa fixa, dividido por um menos o percentual. No exemplo, (R$ 32,90 + R$ 5,00) ÷ 0,84 = R$ 45,12.
Some tudo o que o canal retém: comissão, taxa fixa por pedido, antecipação e o frete que você subsidia. Cada um deles sai do mesmo bolso.
Qual é o preço mínimo que não dá prejuízo?
É o custo total da peça mais tudo o que o canal retém: é o ponto em que você não ganha nada, mas também não paga para trabalhar. Saber esse número é o que permite dar desconto sem medo e recusar pedido sem culpa.
O mínimo não é preço de venda, é limite. Vender nele significa trabalhar de graça com o material pago: útil para queimar estoque parado, ruinoso como política.
Como dar desconto sem quebrar a conta?
Desconto sai da sua margem, não do custo, e por isso a conta precisa começar do preço cheio. Um abatimento de 10% sobre uma peça com 45% de margem leva embora quase um quarto do que sobraria.
| Preço cheio | R$ 36,90 |
|---|---|
| Com 10% de desconto | R$ 33,21 |
| Custo da peça | R$ 19,96 |
| Sobra: de R$ 16,94 para | R$ 13,25 |
Por isso desconto por volume funciona melhor que desconto direto: mais peças na mesma impressão baixam o custo unitário de verdade, e aí o abatimento sai de um custo menor em vez de sair só da sua margem.
Qual margem usar?
Depende do que a peça exige de você, não de uma tabela. Peça padronizada em mercado disputado sustenta margem menor; peça modelada sob medida, com risco de retrabalho, sustenta margem maior. Só não faça isso por grama: o peso engana.
Um jeito melhor de comparar dois produtos é olhar quanto cada um deixa por hora de impressora ocupada. Uma peça de margem menor que libera a máquina em duas horas pode render mais que uma de margem alta que a prende por doze. O denominador dessa conta é o custo por hora da sua máquina, que o catálogo traz modelo a modelo.
Esse número existe no AyaMaker como margem estimada por hora de impressão, e é o que compara produtos diferentes sem depender de opinião. Antes dele, vale conferir se o custo está fechado: como calcular o custo de uma peça.
Como responder um orçamento sem errar?
Peça os três dados que mudam o preço antes de responder: o arquivo, o material e a quantidade. Sem eles, qualquer número é chute, e o chute costuma sair barato demais.
- O arquivo, para fatiar e saber gramas e horas de verdade.
- O material e a cor, que mudam o custo por grama e a disponibilidade no seu estoque.
- A quantidade, porque o preço unitário cai quando a mesa enche.
- O prazo, que define se a impressora vai ficar livre para outros pedidos.
Enquanto o arquivo não chega, dê uma faixa, nunca um número: uma faixa mostra que o preço depende do que a peça exige, e um número dito cedo demais vira âncora até o fim da conversa.