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Em quanto tempo uma impressora 3D se paga

O preço da máquina dividido pela margem de cada peça. No catálogo, a mediana se paga em pouco mais de seis meses, e entre as pontas a diferença é de anos.

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Em quanto tempo uma impressora 3D se paga?

Depende do que sobra em cada peça, e a faixa é larga. No catálogo, a máquina mediana entre as 126 em linha se paga em 509 peças, o que dá cerca de 12,3 meses no ritmo da peça de exemplo. Não é o seu número: é a régua para você reconhecer se o seu está fora da curva.

A conta não tem mistério: o que sobra em cada peça, dividido no preço da máquina. O que a torna difícil é que quase ninguém sabe quanto sobra, porque o custo por peça costuma estar chutado para baixo. É por isso que este guia vem depois de como calcular o custo de uma peça: sem o custo fechado, o prazo é ficção.

Máquina parada não se paga. O prazo abaixo supõe produção contínua no ritmo que você escolher, e é o ritmo, não a máquina, que costuma decidir o resultado.

Como fazer essa conta com a sua máquina?

Some o que a peça custa, decida o preço, e a diferença é o que sobra por unidade. Divida o preço da máquina por esse número e você tem quantas peças faltam; multiplique pelo tempo de cada uma e tem o prazo.

  • O que sobra por peça é preço menos custo, e o custo inclui material, energia, desgaste da máquina, embalagem, o seu tempo e o rateio das falhas.
  • O desgaste já entra no custo, então a máquina se paga duas vezes na conta: uma pela depreciação embutida em cada peça, outra pelo caixa que você adiantou. O prazo aqui é o do caixa.
  • O ritmo é seu, não da máquina: o catálogo publica o prazo em peças, que não depende de quanto você produz por dia, e em meses, que depende.

A calculadora soma material, energia, desgaste da máquina, embalagem e o rateio das falhas em segundos, e a ficha de cada modelo traz o retorno já feito, em peças e em meses.

Máquina mais cara demora mais para se pagar?

Nem sempre, e a relação não é proporcional. A que se paga mais rápido no catálogo é a Kingroon KP3S Pro V2, em 156 peças; a mais lenta é a UltiMaker S5, em 3.464. São 26 máquinas em linha que passam de dois anos no mesmo ritmo.

A razão é que o preço cresce mais rápido que a margem por hora. Uma máquina duas vezes mais cara raramente produz duas vezes mais rápido, e quase nunca permite cobrar o dobro pela mesma peça. O que ela costuma comprar é outra coisa: material que a barata não imprime, tamanho que não cabe na outra, ou horas sem babá.

Quando a máquina cara abre um material ou um tamanho que você não vendia, a conta muda de pergunta: não é mais em quanto tempo ela se paga na mesma peça, é quanto vale a peça que só ela faz.

E se ela quebrar antes de se pagar?

É a pergunta que o prazo em meses esconde, e a resposta está na fração da vida útil que ele consome. 14 máquinas em linha gastam mais de 30% da vida útil estimada só para devolver o que custaram, e a UltiMaker S5 chega a 45%. Nessas, o lucro mora na segunda metade da vida da máquina, e qualquer coisa que a encurte cobra caro.

A vida útil é estimada, e de onde ela sai é a página que abre a conta inteira, com quanto o resultado muda se a estimativa estiver errada. Nenhum fabricante publica esse número, e é ele que divide o preço para dar o custo por hora.

Vale a pena comprar outra impressora?

Vale quando a fila é o gargalo, e não antes. Se você recusa pedido por falta de máquina, a segunda se paga no mesmo prazo da primeira. Se a máquina fica parada parte do dia, a segunda só adianta o desgaste das duas.

  • Meça a ocupação antes: quantas horas por dia a sua máquina de fato imprime, não quantas ela poderia.
  • Duas iguais simplificam peça de reposição, perfil de fatiamento e treinamento de quem opera.
  • Uma diferente só compensa quando ela abre catálogo que a primeira não faz, e aí o prazo se calcula sobre as peças novas, não sobre as antigas.

O custo por hora de cada modelo está no catálogo, e as comparações mostram o que a diferença de preço compra na prática.